NÃO AOS GRUPOS. SIM A INFILTRAÇÃO E ESTRUTURAÇÃO DE UM NOVO CIRCUITO

Selecione as pessoas com que tem afinidade e estabeleça reuniões no mínimo semanais em prol de atividades conjuntas. Não crie um grupo. Não dê nome a esse grupo de pessoas. Apenas estabeleça o costume de ação temporária por objetivos comuns e, principalmente, incentive que as pessoas com quem faz coisas em conjunto também façam coisas em conjunto com pessoas completamente diferentes e por objetivos diferentes. Assim o controle do Estado será impossível, não se criarão estruturas, ícones, centralizações e ninguém dependerá da presença nem da aprovação de ninguém para fazer o que bem entender.

Desde novos somos ensinados que precisamos conquistar e “pedir” espaços para expressar nossas idéias e vontades. Permissão para isso, alvará para aquilo e bla bla bla. Foda-se tudo isso! Temos milhares de adultos com mais de 30 anos envolvidos na cena independente que se comportam como criancinhas de 5 anos pedindo permissão para aumentar o volume da televisão. Crianças que precisam acordar! Nossos pais estão velhos ou mortos e o mundo agora é nosso. Um mundo cheio de espaços, teatros, casas, ruas, praças, que só precisam que alguém vá lá e utilize. E não precisamos de autorização de NINGUÉM para isso.

O mais importante é fugir do sistema estabelecido de que o independente seja apenas um circuito de bandas e não um espírito voluntário de rebeldia. Se a música é o que há de mais forte e o que mais atrai pessoas ao meio, que a usemos então para infestar o meio de tudo A MAIS que queremos. Organize shows fora do circuito “casas-de-shows-quero-ser-famoso-olhe-para-mim” e mostre que é possível ter uma cena só de pessoas e sem sanguessugas. Incentive o surgimento de novos zines, por exemplo. Mostre às pessoas o poder que elas tem enquanto indivíduos para fazerem suas vozes serem ouvidas.

Por exemplo, dezenas de ONGs culturais estão jogadas as traças e muitas delas foram criadas apenas com propósitos político-partidários para mamar nas tetas do Governo; não fazem nada, não produzem nada e, quando fazem muitas vezes é apenas para cumprir tabela e continuar recebendo verbas que geralmente vão para os bolsos de diretorias e demais parasitas. Vasculhe sua cidade. A maioria dessas ONGs precisam que o espaço seja utilizado para justificar sua existência. Seja esperto. Tome esses espaços e se infiltre. Conspire como um virus, um pouco mais a cada dia, e torne o controle cada vez mais livre do Estado. E se não houverem ONGs começe a vasculhar os espaços culturais de sua cidade, SESCs, Teatros, Associações de Bairro, qualquer coisa que seja. Faça amizades, se infiltre e abra espaço para a cultura independente.

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