MUDANÇA IMEDIATA DE AÇÕES E ATITUDES

Em seu “Programa Anarquista”, Malatesta bem o coloca, que “Entre o homem e a ambiência social há uma ação recíproca. Os homens fazem a sociedade tal como é, e a sociedade faz os homens tais como são, resultando disso um tipo de circulo vicioso:  para transformar a sociedade é preciso transformar os homens, e para transformar os homens é  preciso transformar a sociedade.” Eu acredito que o mesmo se aplica ao nosso meio. Ao passo que precisamos educar os indivíduos para solidificarmos nossas bases, precisamos começar JÁ uma transformação estrutural no ambiente independente.

Não podemos esperar a educação, tudo deve ser feito em paralelo. Aliás, a mudança radical no ambiente independente há até de facilitar a educação no meio. Esse trabalho conjunto de educação e ação no ambiente comum é o que pode construir uma nova cena, e para isso necessitamos de atitudes imediatas. Primeiro, não abrace o mundo. Comece com poucas, pessoas, as mais espertas que conhecer. Espertas não quer dizer cultas e sim aptas a entender novas idéias e conhecimentos. Não se sinta nem aja como superior, seja uma mão estendida, apenas mostre alternativas, sejam elas musicas com mais conteúdo, livros de conteúdo revolucionário, filmes, centros de cultura, debata, ajude no desenvolver das idéias mas também, e principalmente, não force, e sim abra caminho para a auto-descoberta.

Busque por pessoas que tenham interesse em agir em parceria para construir a nova cena e incentive. Sempre incentive! Mostre a força da propaganda pela ação. Organize eventos, palestras, debates, shows, zines, qualquer coisa que seja, mas fundamentando sempre a escola do “você é capaz de fazer isso sozinho e não precisa de mim para isso”. Mostre para as pessoas que é simples, que é só pegar e fazer, e que qualquer um é capaz de tomar uma atitude. Que não precisamos de produtores, orgãos governamentais e muito menos de permissão e de aprovação para nossos atos. É só pegar e fazer. Se não com outras pessoas, faremos sozinhos. Um simples cartaz que seja, se elaborado por um impulso individual autêntico, já é uma semente de insubmissão e um passo para novas atitudes sem controle.

Todos os anos novas gerações chegam com suas novas modas e tendências fulminando o nosso meio. E o que fazemos? Xingamos, apedrejamos, repudiamos e deixamos tudo para o Estado fazer o que bem entender. Dificultamos cada vez mais que as pessoas tenham acesso a nosso meio por medo de perder as migalhas que nos restaram. Uma atitude completamente suicida, auto-destrutiva e imbecil. Vamos ficar velhos e cada vez mais fracos. Para cada impulso de moda que aparecer devemos estar lá e mostrar novos caminhos, estender a mão, oferecer alternativas. O Estado tem a mídia, o poder das novelas e das rádios. Nós temos algo mais forte: AS RUAS. Enquanto eles vomitam propaganda nós estamos bem mais próximos de seus cordeiros do que eles imaginam. E é hora de pintar cada vez mais as novas ovelhas brancas de preto.

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