PROPÓSITOS

Sabe quando seu hard disk começa a travar? Imagine o quadro que temos hoje como um grande hard disk, rodando e mantendo toda cena sob controle. O que precisamos é criar cada vez mais áreas com defeitos permanentes, disseminar a resistência e a rebeldia como um vírus, para enfim tornar esse hard disk inutilizável e sem propósito. E para criar essas áreas com defeito permanente precisamos primeiro, através da educação, como disse anteriormente, criar um ambiente rebelde, para que este ambiente, por sua vez, propicie o nascimento de alicerces ingovernáveis, ou seja, indivíduos fora de controle.

Eu não acredito em grupos. Sou contra a organização revolucionária em grupos. Acredito que a chave esteja em indivíduos que queiram o melhor para suas próprias vidas, não no altruísmo. O altruísmo deve ser uma consequência de um estado de consciência individual evoluído através da existência em solidariedade e não um meio. Não somos freiras caridosas, somos punks feios e absurdamente interessados naquilo que nos dá prazer e satisfação. Se queremos uma nova cena independente isso deve ser pura e simplesmente porque achamos isso bom para nós, não uma bondade para o mundo.

Portanto construir uma cena independente significa ter um ambiente bom para se conviver, com espírito de resistência, que proporcione uma atividade auto-suficiente que dê espaço para novos indivíduos, artistas, escritores, bandas e, principalmente (onde reside o objetivo de meu empenho) para semear novas idéias e alternativas sociais. E o impulso que deve gerar tudo isso só pode vir do desejo individual. Ninguém faz nada que não quer com prazer e dedicação. Encarar uma nova realidade como um benefício a si mesmo é o primeiro passo para querer transformá-la.

Através da disseminação de nosso vírus, o pensamento rebelde, o questionamento, a educação individual rumo a revolta consciente, o compartilhar da informação, o estender a mão ao invés de segregar e agredir, vamos tomar cada vez mais espaço  e conseguir cada vez mais áreas onde o Estado seja repudiado e cuspido de nosso meio. Em outras palavras, estamos sujos até os pescoços dessa lama imunda do Estado e para construirmos algo novo e limpo o primeiro passo é um bom e belo banho.

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